Carnaval 2001

- a carta -

São João del-Rei, Domingo, 25 de fevereiro de 2001

Prezado amigo,

      ainda não conversamos sobre ontem, mas devo lhe confessar. Cheguei em casa, depois do bloco da Alvorada e de algumas cervejas no morro do Bonfim. Meus olhos pesavam como nunca. O corpo doía. Cochilei e acordei com o seu telefonema. Quando me disse que já era hora do nosso bloco sair, cortei o bocejo pela metade. Você nem imagina, eu havia me esquecido. O cansaço era grande, mas pior seria frustrar um amigo.

      Você se lembra? Vestimos as camisetas improvisadas e corremos enlouquecidos atrás de instrumentos. Só conseguimos um tarol, um repinique e meu tantã, coitado, feito de surdo. E fomos para rua.

      Olha, andei reparando naquelas pessoas. Mesmo não sendo um grande evento, as meninas sambavam (boas meninas, né?), uns cantavam e animavam, outros davam seguidas cambalhotas. No repinique, você, que me olhava e parecia dizer "viu, não falei que saía?". Pois é, meu velho. Saiu. Eu só queria agradecer as pessoas que acreditaram no bloco, nesse primeiro ano de vida. Sei que não disse nada naquele momento. É que faltou voz para gritar:

"Viva o carnaval! Viva a amizade!"

Um grande abraço e até a próxima.

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